Salvador recebeu 6.349.323 visitantes entre janeiro e agosto de 2026, segundo o fluxo estimado de visitantes do Observatório do Turismo de Salvador. O volume representa uma média de 793,7 mil visitantes por mês, cerca de 26,1 mil por dia, e confirma a capital baiana entre os destinos mais procurados do país ao longo dos oito primeiros meses do ano.
Janeiro concentrou o maior contingente do período, com 946.739 visitantes, movimento característico da alta estação. Junho registrou o menor patamar, com 624.789, refletindo a sazonalidade do meio do ano. A partir de julho, o fluxo voltou a crescer: 786.866 visitantes no mês e 788.091 em agosto, o segundo melhor resultado do ano e praticamente empatado com o pico de julho.
A curva de visitação aos equipamentos culturais geridos pela Prefeitura acompanha o mesmo ritmo. Entre janeiro e setembro, os oito espaços administrados pelo município registraram 316.989 visitantes, sendo 285.427 somente até agosto. Janeiro foi também o mês de maior movimento nos equipamentos, com 70.089 registros, seguido por julho, com 48.433, e agosto, com 35.535.
A Galeria Mercado lidera a visitação, com 78.818 visitantes, seguida pela Cidade da Música da Bahia, com 70.332, e pela Casa do Carnaval, com 68.870.
Completam a lista a Casa das Histórias, com 43.742, a Casa do Rio Vermelho, com 40.446, o Espaço Pierre Verger de Fotografia, com 5.963, o Memorial 2 de Julho, com 5.094, e o Espaço Carybé de Artes, com 3.724. Juntos, os cinco equipamentos mais visitados respondem por 95,3% do total do período.
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, o desempenho reforça a aposta na integração entre as duas áreas. “Os números mostram uma cidade que conseguiu manter o fluxo alto mesmo fora do verão. Isso não é acaso: é resultado de uma agenda cultural permanente, de equipamentos requalificados e de uma estratégia que trata cultura e turismo como uma coisa só. O visitante que chega a Salvador hoje encontra programação o ano inteiro, e não apenas em janeiro.”
Segundo o secretário, o trabalho agora é distribuir melhor esse fluxo pela cidade e ampliar o tempo de permanência do turista.
“Nosso foco é fazer com que esse visitante circule, conheça os nossos equipamentos, fique mais tempo e volte. O Observatório do Turismo nos permite decidir com dados, e não por percepção. É com essa base que planejamos a programação, a comunicação e os investimentos. A meta é reduzir a dependência da alta estação e transformar cada visita em experiência cultural, do Centro Histórico ao Rio Vermelho, do Mercado à Cidade da Música.”
Os dados de visitação dos equipamentos culturais são consolidados pela Diretoria de Cidadania Cultural, da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). O fluxo estimado de visitantes é produzido pelo Observatório do Turismo de Salvador.
A capital baiana abriu, na manhã desta quarta-feira (7), a temporada de cruzeiros marítimos 2026/2027 ao receber o navio World Odyssey, da Star Ship, no Porto de Salvador (Comércio). A chegada da embarcação contou com o receptivo da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), e a expectativa é que a cidade receba 175 mil cruzeiristas, com ao menos 44 paradas, até abril do próximo ano.
Ao longo da última temporada, realizada entre outubro de 2025 e abril de 2026, a capital baiana recebeu 166 mil cruzeiristas, durante 55 paradas. Mesmo com 11 escalas a menos, a expectativa é de um fluxo maior de visitantes.
As temporadas de cruzeiros são capazes de movimentar a economia local. Comércio, bares, restaurantes, hotelaria, transporte e turismo são alguns dos setores impactados.
O diretor-geral de Planejamento, Inteligência e Inovação Turística de Salvador, Pierre Valcacio, destacou que a estratégia do município não se limita à quantidade de passageiros que desembarcam na cidade. Segundo ele, conhecer os hábitos dos turistas é importante para orientar ações que ampliem os impactos econômicos do setor.
“Nosso olhar vai além do volume de passageiros. Compreender o perfil desses visitantes, como circulam pela cidade e o que consomem, ajuda a orientar o planejamento e a ampliar as oportunidades para a economia local. Queremos que cada escala proporcione uma experiência que desperte o desejo de voltar e conhecer Salvador com mais tempo”, explicou Pierre Valcacio.
A entrada do navio World Odyssey foi responsável pela chegada de 600 passageiros. Em sua maioria turistas, eles vieram das mais diferentes partes do mundo. Como é o caso de Crystal Campuzano, de 23 anos, que veio dos Estados Unidos e chegou a Salvador interessada em conhecer a cultura baiana.
“É uma cidade muito grande, quero aprender tudo sobre Salvador e Bahia. Estamos com a mente aberta e prontos para explorá-la. Fora do Brasil, todos costumam falar do Rio de Janeiro, mas Salvador é tão bem falada quanto. O calor não nos assusta, estamos prontos para nos divertir”, disse Crystal.
Estudante de Nova York, também nos EUA, Maggie Huang, de 21 anos, está pela primeira vez na América do Sul e não escondeu sua animação ao pisar em solo soteropolitano.
“Estou aqui para explorar uma nova cultura. Estou fazendo intercâmbio e esta é a minha primeira vez no continente; por isso, estou muito animado para mergulhar na cultura, na gastronomia e nas paisagens, além de conhecer gente nova”, contou Maggie.
A estudante de Relações Internacionais Mar Perez Montalban, 23 anos, é natural da Costa Rica e está pela primeira vez em território brasileiro. Animada, ela se mostrou ansiosa para conhecer o caldeirão de atrativos que Salvador tem para oferecer.
“Como turista, a primeira coisa que penso é explorar a cultura local. Porém, gosto muito de conhecer a cultura afrodescendente. Meus pais fazem parte delas e aqui é um dos melhores locais do mundo para explorar isso. Todos falam de Rio e São Paulo, mas aqui é o local perfeito para chegar ao país, é a primeira capital do Brasil”, revelou Perez.
A Prefeitura de Salvador inaugura, a partir das 18h desta sexta-feira (2), o Centro Cultural Novo Mané Dendê, mais uma entrega da maior obra da história do Subúrbio Ferroviário. Além da estrutura física, o novo espaço nasce com a vocação de ser um ponto de encontro entre a cultura e a comunidade na região. Essa conexão se reflete, inclusive, na escolha dos artistas que sobem ao palco na inauguração, todos com ligação com o Subúrbio, incluindo o cantor Léo Santana.
O projeto Novo Mané Dendê é coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). O novo espaço cultural, já chamado popularmente de Centro de Convenções do Subúrbio, será administrado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). A entrega do Centro Cultural acontece três dias após o prefeito Bruno Reis inaugurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantojuvenil Mané Dendê.
“O Novo Mané Dendê representa uma mudança profunda na realidade do Subúrbio de Salvador. Estamos falando de uma intervenção que levou moradia, saneamento, mobilidade, equipamentos públicos e novos espaços de convivência para milhares de pessoas, transformando áreas que durante décadas conviveram com a falta de infraestrutura. O Centro Cultural chega para ampliar ainda mais esse impacto, criando um espaço de encontro, cultura e oportunidades para a população do Subúrbio. É uma obra que deixa um legado para as próximas gerações.”, afirma o secretário de Infraestrutura, Julio Santos.
O secretário de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, ressalta a conexão do espaço com a comunidade local. “Mais do que um equipamento físico, ele representa a conexão entre a produção cultural e as pessoas que habitam este território. A escolha dos artistas para a inauguração, todos com ligação com o Subúrbio, incluindo Léo Santana, reforça esse compromisso: o Centro Cultural é da comunidade e para a comunidade”, aponta o titular da Secult.
Show de abertura – Além da apresentação do Gigante, cria do Subúrbio Ferroviário, o show de inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê reunirá 60 artistas das periferias de Salvador. O espetáculo terá teatro, dança, música e audiovisual, fortalecendo as cenas artísticas das comunidades do Subúrbio e de outras regiões da cidade.
A produção do espetáculo tem criação e direção geral de George Vladimir, texto de Claudio Simões, direção de movimento de Elivan Nascimento e direção musical de Tiago Pulgas, que também responde pela banda base formada por músicos ligados ao pagode baiano.
Entre os artistas que vão participar da inauguração, estão os cantores Mário Show, Elaine Brasil, Raí Ferreira, Sérgio Login, Odilon, Laisa Sartre, Andrezza, Alba Carvalho, Tiago, Junior (Quabales) e Imperatriz do Forró, além dos atores Paulo Reis, Yan Almeida, Raissa, Carol Gaspar, Cícero Locija e Bebele Cruz. Integram a apresentação os corpos de baile Balé Gospel e Uzarte.
Programação cultural – Para dinamizar o Centro Cultural Novo Mané Dendê, a Secretaria de Cultura vai implantar, por meio da Diretoria de Cidadania Cultural, ações como o Escutando Nossa Cultura, o Salvador Capital Afro e o Salvador Cidade das Crianças. O espaço também terá uma parceria com o Balé Folclórico da Bahia, que desenvolverá ações de formação artística, programação cultural, intercâmbio e valorização da produção cultural do território.
Entre as atividades previstas, estão o BFB Júnior, com formação em dança e ginástica rítmica para crianças e adolescentes; a Oficina de Sonoridade Popular, com formação musical voltada aos ritmos da cultura popular baiana e construção coletiva de instrumentos; a Oficina de Dança para Adultos, com atividades de movimento corporal, criatividade, socialização e bem-estar; e a Oficina de Teatro para Adolescentes e Adultos, que trabalha expressão corporal e vocal, criatividade, presença cênica e integração.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec) também atuará no Centro Cultural Mané Dendê, com ações voltadas à qualificação profissional, inclusão digital, empregabilidade e geração de renda. Por meio do programa Treinar para Empregar, serão ofertadas oportunidades de capacitação conectadas às demandas do mercado de trabalho, além de ações de formação e inclusão digital, ampliando o acesso da população às novas tecnologias e oportunidades profissionais.
Salvador vai celebrar o Dia Internacional da Música, quinta-feira (1º), com uma programação que pretende fazer a música ocupar diferentes espaços da cidade ao longo de todo o dia. A iniciativa reúne apresentações gratuitas em pontos estratégicos e culmina, às 20h, com um grande espetáculo no Forte de Santa Maria, no Porto da Barra.
Com idealização e curadoria do músico e maestro Luciano Calazans, a programação foi pensada para aproximar a música do cotidiano dos soteropolitanos e levar apresentações a diferentes territórios da cidade.
Ao longo do dia, artistas vão realizar pocket shows em locais de grande circulação, transformando praças, equipamentos culturais, espaços turísticos e áreas de convivência em pequenos palcos.
As apresentações começam às 8h e seguem em diferentes horários, criando uma espécie de circuito musical por Salvador.
Às 8h, o público poderá conferir apresentações no Farol da Barra, com o Quinteto da Bahia; na Praça Municipal, com o Quarteto de Flautas da Bahia; no Campo da Pólvora, com o 3 por 1; na Estação da Lapa, com Mário Soares; no Teatro Castro Alves, com Alexandre Vieira; e na Praça da Piedade, com Angela e Duarte Velloso.
Ao meio-dia, a programação chega ao Shopping da Bahia, com HESEbones, e ao Mercado Modelo, com Nilton Azevedo Choro 4teto. Às 15h, o BR44 se apresenta no VLT da Calçada.
Já às 17h, a música ocupa diversos pontos da cidade: Lucas Declie, no 2 de Julho; Ana Luz, na Ribeira, próximo ao Bar da Torre; Groova Tambor, em Itapuã; Jorginho Barbosa & Encontro dos Artistas, em Periperi; Marculino e Seus Beleza(s), na Liberdade; GIBI, em Cajazeiras X, em frente ao Grau Técnico; e Tais Nader, no Glauber Rocha.
Às 18h, a programação segue para o Santo Antônio/Cruz do Pascoal, com Neila Kadhí; Largo de Dinha, no Rio Vermelho, com Jam Delas; e Cruzeiro de São Francisco, com Renata Bastos.
Encontro musical – Depois de um dia inteiro de apresentações espalhadas por Salvador, todos os caminhos levam ao Porto da Barra. Às 20h, o Forte de Santa Maria recebe Luciano Calazans e Bando do Maestro em um espetáculo especial.
O show contará com participações de nomes como Denny Denan, da Timbalada, Pedro Pondé e Clarice, além de reunir os artistas que participaram das apresentações realizadas durante o dia nos diferentes pontos da cidade.
A proposta é que os músicos que ajudaram a espalhar a música por Salvador ao longo do dia se encontrem no palco para um grande encerramento coletivo, transformando a celebração em um momento de união entre diferentes artistas, estilos e públicos.
“É uma celebração da música em sua essência. Durante o dia, ela vai estar nas ruas, nas praças, nos equipamentos, nos bairros e nos lugares onde as pessoas circulam. E, à noite, todos esses caminhos se encontram no Porto da Barra para um grande espetáculo”, destaca Luciano Calazans, idealizador e curador da programação.
A reabertura do Teatro Vila Velha nesta sexta-feira (25) marcou também a recuperação de um dos espaços históricos mais importantes de Salvador. A Prefeitura de Salvador executou a intervenção no Passeio Público, área que integra o entorno do teatro e que, após anos de abandono, voltou a reunir condições para o convívio, o lazer e a contemplação, além de ampliar o acesso ao equipamento cultural.
A intervenção fez parte dos R$ 28,6 milhões investidos pela Prefeitura na revitalização do complexo do Vila Velha. Desse total, R$ 14,6 milhões foram destinados à obra física, que contemplou o edifício do teatro e o Passeio Público.
A recuperação exigiu atenção especial por se tratar de uma área histórica localizada no entorno de um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Segundo Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o Passeio Público apresentava um cenário de abandono antes da intervenção. “O Passeio estava abandonado, destruído e servindo de estacionamento. E acho que isso é o que mais choca e impacta uma pessoa que entende o valor do Passeio Público”, afirmou.
O projeto preservou o traçado urbanístico original, mantendo os canteiros e caminhos que caracterizam o espaço. Também foram aproveitadas áreas de pavimentação em paralelo e passeios em pedra portuguesa, enquanto novas soluções foram incorporadas para atender às demandas atuais de acessibilidade.Foram implantadas faixas acessíveis e vagas destinadas a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
“A gente garantiu acessibilidade. Agora, as únicas vagas que existem aqui são vagas para cadeirantes e para pessoas que têm dificuldade de locomoção”, explicou Tânia.
Acesso – A recuperação do Passeio Público também criou uma nova relação entre o espaço histórico e o Teatro Vila Velha. Uma passarela metálica foi implantada para conectar diretamente as duas áreas, com rampa de acesso mais suave, elevador e escadarias.
Para Márcio Meirelles, diretor do Vila Velha, a intervenção no entorno foi fundamental para ampliar a acessibilidade ao teatro. “Não dá para ser acessível no teatro se o caminho até o teatro não for acessível. E agora é possível”, afirmou.
Segundo ele, a recuperação do Passeio Público deu uma dimensão ainda maior à intervenção realizada no teatro. “Não é só a reforma do teatro, mas ter conseguido fazer com que a reforma do teatro alavancasse a reforma do Passeio Público”, destacou.
Restauro e recuperação – Além da recuperação do traçado e da implantação de recursos de acessibilidade, o projeto contemplou o restauro dos monumentos, painéis e da fonte, além da recuperação da pavimentação em granito e mármore do mirante para a Baía de Todos os Santos. Bancos e outros elementos do espaço também foram recuperados.
“A fonte, o mirante, as estátuas, a gente restaurou totalmente. Estava tudo destruído. Sequer dava para enxergar detalhes das obras”, relatou Tânia. A iluminação também foi refeita, com uma proposta mais discreta, adequada às características de jardins e áreas de convivência. “A iluminação também ficou muito bonita, mais baixa”, completou.
Construído em 1810 para funcionar como jardim da cidade, o Passeio Público é anterior ao Palácio da Aclamação, construído posteriormente dentro da área. Ao longo dos anos, o espaço, que já foi um importante ponto de encontro e contemplação da cidade, chegou a um cenário de abandono, com canteiros, monumentos, fontes, mirantes e estatuetas deteriorados.
O Teatro Vila Velha, um dos espaços mais tradicionais da cena cultural baiana, foi reaberto nesta sexta-feira (25), no Passeio Público, após passar por uma ampla obra de revitalização executada pela Prefeitura de Salvador. A intervenção modernizou a estrutura física do teatro, atualizou sistemas essenciais ao seu funcionamento e ampliou as condições de acessibilidade, segurança e conforto para artistas, profissionais e público.
Ao todo, a Prefeitura investiu R$ 28,6 milhões na revitalização do complexo do Vila Velha, incluindo o Passeio Público. Desse montante, R$ 14 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos, como sistemas de climatização, iluminação e mobiliário, enquanto R$ 14,6 milhões foram aplicados na obra física do teatro e na recuperação do espaço público.
Elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o projeto buscou preservar a identidade do Vila Velha, inaugurado em 1964, ao mesmo tempo em que incorporou soluções para as demandas contemporâneas de um equipamento cultural. As características do palco foram mantidas, preservando as diferentes possibilidades de configuração cênica que fazem parte da arquitetura do teatro.
Entre as principais mudanças esteve a duplicação do número de varas cênicas, além da instalação de novos sistemas de iluminação, som e audiovisual. A sala principal recebeu tratamento acústico e um novo sistema de ar-condicionado. O projeto incluiu ainda uma subestação de energia e novos espaços para armazenamento de materiais cenográficos.
A sala de espetáculos Cabaré dos Novos também foi reformulada e recebeu isolamento acústico, permitindo seu funcionamento simultâneo com a sala principal. Já a antiga sala João Augusto, antes utilizada para ensaios, foi transformada em uma terceira sala de espetáculos, preparada para receber montagens experimentais, monólogos e outros formatos.
As áreas administrativas, salas de ensaio, camarins, foyer e café/bar também foram adequadas. O projeto contemplou a atualização das instalações elétricas, dos sistemas de acústica e climatização, além de novos sistemas de alarme, protocolos de combate a incêndios e monitoramento por circuito fechado de televisão (CFTV).
A obra alcançou ainda o Passeio Público, cuja recuperação integrou a revitalização do complexo. O espaço teve a iluminação renovada e passou por intervenções em bancos, equipamentos, monumentos, fonte, mirante e demais elementos que compõem sua configuração histórica.
Para o prefeito Bruno Reis, a reabertura recuperou um espaço fundamental para a história cultural da Bahia e abriu novas possibilidades para artistas e público. “Há exatos 62 anos, Gil, Caetano e tantos outros grandes artistas inauguravam esse teatro, que foi palco da revelação e produção cultural da Bahia, projetando aqui os nossos artistas, que lideraram movimentos culturais no Brasil e no mundo. Ele agora recebe uma grande reforma. Espero que possa agora inspirar as novas gerações”, afirmou.
Bruno Reis ressaltou ainda a importância de ampliar a utilização do teatro pela população e estimular a produção cultural da cidade, destacando também o papel econômico do setor. “Esse equipamento tem o propósito de resgatar a nossa memória, valorizar a nossa história, estimular o setor cultural, que é tão importante para a nossa economia, que gera milhares de empregos e renda para soteropolitanos e baianos”, afirmou.
Para a vice-prefeita Ana Paula Matos, a reabertura representou a preservação de um patrimônio cultural e a preparação do teatro para o futuro. “Tenho um carinho muito especial por esse projeto. Ver o Vila renascer, mais moderno, acessível e preparado para receber novas gerações, é uma grande emoção e reafirma o compromisso da Prefeitura de Salvador com a valorização da nossa cultura, da nossa memória e dos nossos artistas”, disse.
Acessibilidade – A acessibilidade esteve entre os principais eixos da obra e também orientou a intervenção no entorno do teatro. Segundo Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), a localização do Passeio Público, no entorno de um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), exigiu análise específica para qualquer projeto ou intervenção na área.
“Como o Palácio da Aclamação é tombado pelo IPAC, o entorno de um bem tombado passa, em qualquer projeto, qualquer alteração ou qualquer intervenção, pela análise do Ipac. Qualquer projeto no entorno de um bem tombado passa pela análise do Ipac”, explicou.
Nesse contexto, o projeto conciliou a preservação das características históricas do espaço com a criação de novas condições de acessibilidade. Uma nova passarela metálica foi implantada para conectar o Passeio Público ao teatro, com rampa de acesso mais suave, elevador e novas escadarias para distribuir o público pelos diferentes níveis do equipamento.
Segundo o arquiteto do Estúdio AP Arquitetura e Urbanismo e um dos profissionais responsáveis pela obra, Nivaldo Andrade, a intervenção preservou a estrutura cênica concebida nas reformas anteriores e solucionou limitações que dificultavam o acesso ao teatro.
“Havia outros problemas que precisávamos resolver, principalmente relacionados à acessibilidade universal, que não existia. O cadeirante não tinha acesso ao palco nem a várias partes da plateia. A conexão também era difícil”, explicou.
Com a nova configuração, o acesso ao teatro pelo Passeio Público passou a ser feito praticamente no mesmo nível, por meio de uma passarela com rampa suave até a torre de elevadores. “Priorizamos um acesso direto pelo Passeio Público, praticamente no mesmo nível, por meio de uma passarela com uma rampa suave. A pessoa chega à torre de elevadores, que não existia, e às escadas que distribuem o público pelos diversos níveis”, afirmou Nivaldo.
Memória preservada – A modernização também foi acompanhada de ações voltadas à preservação da memória do Vila Velha. O acervo do teatro, estimado em cerca de um milhão de documentos, passou a contar com um espaço destinado à pesquisa, visitação e preservação. O projeto manteve ainda o Cabaré dos Novos como sala de espetáculos independente e ampliou as áreas administrativas e de armazenamento de cenários, figurinos e outros objetos.
Na entrada do teatro, a Prefeitura contratou o artista plástico Bel Borba para revitalizar o mural localizado na rampa de acesso. Considerado um elemento clássico do espaço, o trabalho apresentava sinais de deterioração provocados pela ação do tempo e passou por um processo de recuperação.
Para o diretor do Vila Velha, Márcio Meirelles, a reabertura representou mais do que o retorno das atividades ao prédio. “Agora a gente volta para a nossa casa, para o nosso prédio. A gente ocupa agora o Vila, e o Vila ocupa a gente. Estamos de volta com o mesmo empenho, a mesma necessidade de encontros, de fala e de escuta”, afirmou.
O Vila – Criado em 1964 por um grupo de alunos dissidentes da Escola de Teatro da Ufba, liderados pelo professor João Augusto, o Vila Velha se tornou, ao longo de seis décadas, um dos espaços de referência da cultura baiana.
O teatro esteve ligado a momentos importantes da cena cultural brasileira, incluindo a formação do movimento tropicalista. O espetáculo “Nós, Por Exemplo…”, com participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, está entre os momentos marcantes de sua trajetória.
Ao longo dos anos, passaram pelo palco nomes como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Virgínia Rodrigues e Othon Bastos, além de coletivos como Novos Baianos, Bando de Teatro Olodum, Viladança, Cia. de Teatro Novos Novos e VilaVox.
A Prefeitura de Salvador realiza, nesta sexta-feira (25), às 17h, a entrega da revitalização e modernização do Teatro Vila Velha, no Passeio Público, no Campo Grande. Histórico equipamento cultural da cidade, criado em 1964, o teatro foi requalificado com investimento de R$ 28,6 milhões no complexo, incluindo R$ 14,6 milhões em obras físicas e R$ 14 milhões em equipamentos.
A intervenção preservou a essência e as características originais do espaço, ao mesmo tempo em que modernizou sua estrutura, com destaque para a implantação de um sistema de climatização mais adequado às necessidades de um teatro, além de melhorias de acessibilidade, iluminação, som, audiovisual, segurança e instalações técnicas.
A revitalização também contemplou o Passeio Público, espaço histórico construído em 1810, com preservação do traçado urbanístico original, restauração de monumentos, painéis, fonte e mirante para a Baía de Todos os Santos, além da implantação de recursos de acessibilidade e vagas para pessoas com deficiência.
A requalificação integra o Teatro Vila Velha e o Passeio Público como espaços de cultura, lazer, encontro e contemplação. O prefeito Bruno Reis participa da cerimônia ao lado de outras autoridades municipais, do diretor do Vila Velha, Márcio Meirelles, e de artistas, representantes e produtores da cultura baiana.
A programação de reinauguração contará ainda com apresentação musical de artistas ligados à trajetória e à cena contemporânea do Vila, como Bruno Barroso, Giovani Cidreira, Luiza Brito, Manoela Rodrigues e Jadsa.
Localizador: https://maps.app.goo.gl/
Os equipamentos culturais de Salvador integram a programação da 20ª Primavera dos Museus, que acontece de 21 a 27 de setembro, em todo o país. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a iniciativa tem como tema “Museus para todas as pessoas”, destacando a importância da acessibilidade, da inclusão e da diversidade nos espaços museais.
A programação inclui diversos museus e espaços culturais da cidade. Entre os equipamentos culturais vinculados à Prefeitura de Salvador, estão a Casa do Carnaval da Bahia, Casa do Benin, Casa do Rio Vermelho, Cidade da Música da Bahia, Espaço Carybé das Artes, Espaço Pierre Verger e o Memorial 2 de Julho.
Ao longo da semana, o público poderá participar de visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas à memória, à história e à cultura. A programação reúne iniciativas que aproximam a população dos espaços culturais e contribuem para a valorização do patrimônio e da produção cultural de Salvador.
A Primavera dos Museus reforça o convite para que moradores e visitantes circulem por esse espaços e descubram diferentes formas de conhecer a história e cultural de Salvador.
Serviço:
📍 Casa do Carnaval da Bahia
24 de setembro
9h30 — “Percurso Sensorial”
15h — Visita expandida “O Carnaval É de Todo Mundo”
25 de setembro
11h — “Carnaokê”
15h — Visita expandida “O Carnaval É de Todo Mundo”
26 de setembro
14h — “Sinais do Carnaval”
15h — “Meu Bloco Ideal”
📍 Casa do Rio Vermelho
24 a 25 de setembro
15h — Visita mediada “O Cotidiano também é Patrimônio”
26 de setembro
15h — “Receitas de Memória”
📍 Casa do Benin
22 a 26 de setembro
10h ás 17h — Exposição Acervo da Casa do Benin ” Mãos Negras, Memórias Tecidas”
10h ás 17h — Exposição “Fatumbia”
10h ás 17h — Exposição “Mirongar”
📍 Cidade da Música da Bahia
24 e 25 de setembro
14h30 — Visita musical “A Música de Todos os Povos”
26 de setembro
15h — “Corpos Que Criam Som”
📍 Espaço Carybé de Artes
26 de setembro
15h — Visita mediada “Carybé e a Arte que Representa Povo”
15h — “O que você não viu?”
📍 Espaço Pierre Verger da Fotografia
26 de setembro
15h — Visita mediada “Verger e os Encontros do Mundo”
15h — “O que você não viu?”
📍 Memorial 2 de Julho
24 a 25 de setembro
15h — Visita expandida “Muitas Histórias da Independência”
26 de setembro
15h — “Nossa Bandeira da Liberdade”
A Prefeitura, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), abriu na última segunda-feira (31) as inscrições para pessoas jurídicas interessadas em participar do Furdunço e Fuzuê 2027. Os eventos acontecem, respectivamente, nos dias 30 e 31 de janeiro, no final de semana que antecede o Carnaval.
As inscrições seguem até as 23h59 do dia 19 de setembro. O processo será realizado exclusivamente pela internet, por meio dos sites https://furdunco.salvador.ba.gov.br/ e https://fuzue.salvador.ba.gov.br/. Os editais estão disponíveis no site da Saltur (https://saltur.salvador.ba.gov.br/).
O presidente da Saltur, Isaac Edington, reforça a importância das duas festas, presentes anualmente no calendário da cidade. “O Furdunço e o Fuzuê já fazem parte da identidade do Carnaval de Salvador e representam muito bem essa diversidade, criatividade e força da nossa cultura. A abertura das inscrições é sempre um momento importante, porque é quando começamos a construir, junto com os artistas e grupos culturais, mais uma edição dessas manifestações que aproximam o público, valorizam a nossa música e fortalecem o Carnaval de rua. A expectativa é reunir propostas que traduzam toda essa riqueza”, afirma Edington.
Furdunço – Um dos momentos mais aguardados pelos foliões no pré-Carnaval, o Furdunço será realizado no dia 30 de janeiro, um sábado.
Por meio do Concurso nº 001/2026, serão selecionados e contratados para o evento artistas únicos, duplas, trios e bandas, com equipamento sonoro, incluindo também Pessoas com Deficiência (PCD).
Fuzuê – Tradicional manifestação do pré-Carnaval, o Fuzuê acontecerá no dia 31 de janeiro, um domingo. O Concurso nº 002/2026 prevê a seleção e contratação de grupos culturais com acompanhamento musical, por meio de pessoa jurídica, incluindo charangas, fanfarras, orquestras e grupos percussivos.
Salvador vai receber mais uma edição do tradicional projeto “Vamos Ver o Pôr do Sol”, comandado pelo Jammil e Uma Noites, neste domingo (6). A apresentação acontece na Ponta de Humaitá, das 17h às 21h, com acesso gratuito, e integra a programação do Festival da Primavera 2026, realizado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur).
Criado em 2016, o projeto chega a uma década de realização mantendo a essência de combinar boa música com uma das paisagens mais bonitas da capital baiana. Para Rafael Barreto, vocalista da banda, a expectativa para o encontro com o público já toma conta dos preparativos. Nesta edição, ele também convida para subir ao palco o Ara Ketu, a Negra Cor e Ed City.
Sobre o repertório, o artista promete reunir sucessos que marcaram a trajetória da banda, como “Praieiro”, “Milla”, “Ê Saudade”, “Celebrar”, “Pra Te Ter Aqui”, “É Verão” e “Colorir Papel”. “Vai ser gostoso demais, Ponta de Humaitá, de graça, pôr do sol. A nossa casa! Não tem confusão, aqui é tranquilidade, um paraíso. Você olha para um lado, olha para o outro, só tem coisa linda. O mar, o céu, todo mundo se divertindo. Então se jogue porque vai ter muita música gostosa. Só os maiores hits do Jammil. Espero vocês, venham!”, convida Rafael.
O Festival da Primavera 2026 teve início nesta segunda-feira (1º) e segue até o dia 30, com uma programação cultural diversificada em diferentes pontos da cidade, reunindo música, teatro, gastronomia, esporte, patrimônio, formação e economia criativa.
Programação – Além do “Vamos Ver o Pôr do Sol”, a agenda inclui o Festival Primavera MUNCAB, de 11 a 13 de setembro, que reúne nomes como DJ Belle, Taian Riachão, Sambaiana, Afrocidade, ÀTTØØXXÁ, Briannny e O Quadro. No mesmo período, o Salvador Festival Gospel, no Jardim de Alah, terá apresentações de Elias Mello, Allison Aguiar, Tiago Oliveira, Kleber Nascimento e Banda Manancial.
Os Pranchões Primavera também levam shows para diferentes territórios. Ribeira e Cajazeiras recebem apresentações nos dias 11 e 12 de setembro, enquanto Paripe terá programação entre 18 e 20 de setembro. Já o Primavera no Largo, no Largo da Tieta, no Centro Histórico, reúne atrações como Paulinho Boca de Cantor e convidados, Joana e Flaviana Fernandes entre os dias 25 e 27.
Outro destaque será a Pipoca do Mudei de Nome, no dia 20, na Boca do Rio. A programação musical também estará presente na Maratona Salvador 2026, nos dias 26 e 27, com apresentações de Batucada, Fit Dance, Bailinho de Quinta e É o Tchan no Pranchão Arena.
A programação cultural se estende ainda pela Barroquinha, com a Ocupação CÔRO COMEU, que reúne música, teatro, dança, poesia, cultura urbana, arte digital e gastronomia. No dia 11, o território também recebe a Roda de Samba Reggae, de Marcia Castro, em homenagem a Neguinho do Samba.
No teatro, o Festival reúne espetáculos em espaços como o Teatro Gregório de Mattos, o Espaço Cultural da Barroquinha, o Teatro SESI Casa Branca e o Teatro SESC Casa do Comércio. Entre os destaques estão A Vida é um Cabaré, ELEGBAPHO, MADRES, CONFESIONES e SerEstando Mulheres. O calendário inclui ainda a inauguração da Casa de Espetáculos Leitieres Leite e a abertura do Vila Velha.
A programação completa pode ser acessada aqui: https://festivaldaprimavera.salvador.ba.gov.br/programacao-completa/ .